O tribunal Superior do Trabalho (TST) rejeitou recurso de um engenheiro da Caixa Econômica Federal (CEF) contra a decisão que, com fundamento em condenação penal, desconstituiu sentença que havia determinado a sua reintegração e afastado a justa causa aplicada. A decisão é da Subseção 2 Especializada em Dissídios Individuais (SDI-2). O engenheiro foi condenado pela Justiça Federal por corrupção passiva, e o trânsito em julgado dessa decisão se deu antes do esgotamento do processo trabalhista. O motivo da dispensa foi a emissão de aparecer falso em favor de uma empreiteira para atestar a conclusão que uma obra que havia sido apenas parcialmente realizada, possibilitando a liberação dos recursos do financiamento teria recebido material de acabamento para uma obra de sua propriedade. Na reclamação trabalhista, ajuizada em 1996, ele sustentou  que a improbidade administrativa não havia sido comprovada. Ele venceu na esfera trabalhista. A sentença transitou em julgado em setembro de 2008. Durante a tramitação do processo, o engenheiro respondeu também à ação penal na qual foi condenado pela 2ª Vara Federal de Niterói a quatros anos de reclusão e à perda do cargo. Essa ação transitou em julgado em agosto de 2008. Com base nessa decisão, a CEF ajuizou ação rescisória para que a justa causa fosse restabelecida.