A 5ª Vara da Família e Sucessões de São Paulo condenou um homem a pagar indenização por dano moral à ex-mulher em razão de relação extraconjugal com funcionária de empresa da família. O valor foi fixado em R$ 50 mil. A autora da ação afirmou que possuía sentimento maternal cem relação à mulher com quem seu ex-marido mantinha a relação extraconjugal, inclusive sendo madrinha de batismo dela. Alega que a moça estava sempre reunida com a família em festas, viagens e passeios e o caso gerou interferências não só da paz e na intimidade familiar, como também teve reflexos negativo em sua vida empresarial, já que foi exposta perante3 todos os empregados. A juíza Clarissa Somesom Tauk afirmou na sentença que “a prática de adultério, isoladamente, não se mostra suficiente a gerar um dano moral indenizável, sendo necessário que a postura do cônjuge infiel seja ostentada de forma pública, comprometendo a reputação, a imagem e a dignidade do companheiro, ou seja, que os atos tenham sido martirizantes, advindo profundo mal-estar e angústia à pessoa traída”. Para a magistrada, a situação do caso enquadrou nos critérios necessários para aplicação da responsabilidade civil e, consequentemente, o dever de indenizar.